Este programa integra o Pilar Governar para Entregar Mais. Ele organiza pessoas, processos e tecnologia para que cada órgão público transforme demanda em solução, realizando o objetivo de Fazer Rondônia entregar mais para quem precisa do Estado, trabalha e produz. O cidadão não deve ser obrigado a compreender a divisão interna do Governo para ter seu direito atendido.
A coordenação envolve a Casa Civil e as instâncias de governança, a SEPOG, a SETIC, a SEGEP, a Escola de Governo, a CGE, a Ouvidoria-Geral, a PGE, a SUGESP, a SUPEL, a SEFIN e todas as secretarias finalísticas. Cada área continuará responsável por seu serviço, mas deverá atuar com padrões comuns de atendimento, metas claras, dados protegidos e responsabilidade por prazo, qualidade e resultado. Os municípios serão parceiros na ampliação de soluções compartilhadas, sem prejuízo de sua autonomia.
A LOA de 2026 fixa orçamento estadual de R$ 18,651 bilhões, distribuído entre órgãos, fundos e políticas públicas. Não há dotação exclusiva para este programa. O compromisso é usar melhor essa estrutura já existente, evitando que burocracia, sistemas desconectados e falta de coordenação façam o cidadão perder tempo, viajar desnecessariamente ou repetir informações que o próprio Estado já possui.
Rondônia já tem base institucional para avançar. Em março de 2026, o Portal do Cidadão informava mais de 160 serviços digitais disponíveis. Ainda assim, não há painel público consolidado que mostre, serviço por serviço, quantas solicitações são concluídas integralmente, quanto tempo levam, quantas pessoas desistem e qual é a satisfação do usuário. A desigualdade também é territorial: em 2024, apenas 20 dos 52 municípios declaravam ações de inclusão digital; 24 ofereciam Wi-Fi público e 18 possuíam portal de dados abertos.
Por isso, o programa prioriza o dimensionamento da força de trabalho e a valorização responsável dos servidores; formação de lideranças e equipes para resolver problemas; simplificação de exigências e linguagem clara; integração segura de informações; uma porta única de acesso aos serviços; acompanhamento digital com atendimento humano e assistido para quem precisa; e cooperação técnica com os municípios. O resultado será acompanhado por tempo de resposta, conclusão, reincidência, satisfação e acesso por território, sempre com proteção de dados e transparência.