Este programa fortalece o Pilar Governar para Entregar Mais ao transformar conhecimento em soluções para administração pública estadual, negócios, produtividade e oportunidades. Rondônia precisa oferecer condições para que estudantes, pesquisadores, técnicos, empreendedores e profissionais criativos desenvolvam seu trabalho aqui, contribuindo para modernizar empresas, qualificar serviços públicos estaduais e gerar mais valor nos territórios.
A coordenação cabe à SEDEC e à FAPERO, com participação da Coordenadoria de Ciência, Tecnologia e Inovação, Hub.RO, Rede Estadual de Incubadoras, SETIC, SEDUC, IDEP, SEPOG, JUCER, SEJUCEL e FUNCER. A atuação exige cooperação com UNIR, IFRO, Embrapa, Finep, CNPq, Capes, Sistema S, universidades, empresas, incubadoras e municípios. O Estado não substitui essas instituições, mas deve conectá-las em torno de desafios reais de Rondônia.
A LOA de 2026 fixou inicialmente R$ 7,46 milhões para a FAPERO, dos quais R$ 1,80 milhão estavam previstos para fomento científico, tecnológico e de inovação e R$ 2,76 milhões para o fortalecimento do ecossistema de inovação. Esse valor não representa todo o investimento estadual em ciência e inovação, que também está disperso em outras políticas, mas evidencia a necessidade de planejamento plurianual e previsibilidade para bolsas, editais, laboratórios e desenvolvimento de soluções.
O desafio é transformar estrutura existente em resultado. No IBID 2025, Rondônia ocupava a 21ª posição nacional, com nota 0,161: era 8º em instituições, mas 24º em capital humano, 26º em sofisticação dos negócios e 22º em conhecimento e tecnologia. A UNIR estava presente em oito municípios e ofertou 2.935 vagas em 66 cursos em 2026, mas ainda falta acompanhar quantos egressos permanecem no Estado, ingressam em ocupações qualificadas ou transformam pesquisa em empresas, produtos e serviços.
Por isso, o programa prioriza pesquisas aplicadas a problemas de Rondônia, do governo estadual; fortalecimento de startups, incubadoras e empresas inovadoras; apoio à inovação nas cadeias produtivas, pequenas empresas e economia criativa; formação científica, tecnológica e profissional; permanência de talentos; propriedade intelectual e transferência de tecnologia; e uso responsável de soluções desenvolvidas localmente pelo próprio Governo. Cada apoio deverá ser acompanhado por resultados: soluções testadas, empresas sobreviventes, empregos, faturamento, tecnologias adotadas e melhoria efetiva dos serviços públicos.