Segurança também é proteção da vida. Este programa fortalece o Pilar Proteger a Vida ao garantir presença do Estado nas cidades, no campo, nas rodovias e na fronteira; proteger vítimas e comunidades; e impedir que a violência retire das famílias a tranquilidade de viver, trabalhar e produzir.
A coordenação envolve a SESDEC, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e POLITEC, em articulação com a SEJUS, Polícia Penal, FEASE, municípios e instituições do sistema de justiça. A LOA de 2026 destina aproximadamente R$ 2,72 bilhões ao núcleo de segurança pública, sistema penal e socioeducativo — cerca de 14,56% do orçamento estadual. O compromisso é converter essa capacidade em proteção efetiva, investigação eficiente, resposta rápida e reinserção que reduza a reincidência.
Os indicadores demonstram a relevância do programa. Em 2024, Rondônia registrou 420 mortes violentas intencionais, taxa de 24,1 por 100 mil habitantes. O Estado alcançou 92% de esclarecimento dos homicídios da coorte de 2023, resultado que precisa ser preservado e ampliado para outros crimes. No sistema prisional, havia 8.256 pessoas para 7.069 vagas ao final de 2025, com ocupação de 116,8%: um desafio que afeta segurança, dignidade, disciplina e a capacidade de preparar a saída sem retorno ao crime. Soma-se a esse quadro o déficit de efetivo nas instituições responsáveis pela segurança pública e pela perícia oficial, mais acentuado na Polícia Militar, na Polícia Civil e na POLITEC, com reflexos na prevenção, na investigação, no atendimento à população e na produção de provas periciais. O Corpo de Bombeiros Militar também demanda recomposição e ampliação, ainda que em situação menos crítica do que a das forças policiais. O desafio é conciliar a necessidade urgente de novos profissionais com as limitações orçamentárias e fiscais do Estado, o que exige planejamento de médio e longo prazo.
Por isso, o programa reúne duas frentes: presença territorial, inteligência, proteção imediata e prevenção das violências, com atenção às mulheres, à juventude, às famílias rurais, aos ribeirinhos e às áreas de fronteira; e investigação, perícia, justiça, execução penal, socioeducação e reinserção social. É assim que Rondônia entregará mais tranquilidade a quem precisa do Estado e mais segurança a quem trabalha e produz.