Este programa integra o Pilar Abrir caminhos para viver bem, produzir e preservar. Moradia digna, cidade organizada e terra regular são condições para a família viver com segurança, para o produtor acessar crédito e para os municípios planejarem seu crescimento. É assim que vamos Fazer Rondônia entregar mais para quem precisa do Estado, trabalha e produz.
A coordenação reúne a SEAS, por meio da política habitacional; a SEPAT, responsável pela regularização fundiária e pelo patrimônio imobiliário estadual; e a SEOSP, nas obras de urbanização, drenagem e apoio técnico. CAERD, AGERO, SEDAM, Defesa Civil, SEPOG, SEFIN e municípios completam essa atuação. À União, ao Ministério das Cidades, à Caixa e ao Incra cabem atribuições decisivas, que exigem cooperação permanente, sem promessas que o Estado não possa cumprir sozinho.
A LOA de 2026 registra cerca de R$ 116,16 milhões para a SEOSP, R$ 74,14 milhões para a SEAS e R$ 21,77 milhões para a SEPAT. São dotações globais, que somam aproximadamente R$ 212,07 milhões, mas não correspondem a um orçamento exclusivo para habitação, urbanização e regularização. O compromisso é dar unidade, transparência e prioridade territorial a esses recursos, conectando obras, subsídios, terrenos, documentação e infraestrutura.
O desafio permanece grande. Em 2023, Rondônia tinha 56.486 domicílios em déficit habitacional. Em 2022, 341.022 dos 482.888 domicílios urbanos duráveis apresentavam ao menos uma inadequação, equivalente a 70,6% do total analisado. Isso demonstra que a resposta não pode se limitar à entrega de casas novas: muitas famílias precisam de reforma, banheiro, cobertura adequada, reservação de água, acessibilidade, drenagem, pavimentação e serviços próximos.
Na terra regular, houve avanços, com 7.220 famílias beneficiadas por títulos registrados entre 2019 e 2025 e 12.236 áreas regularizadas, segundo informações estaduais. Mas ainda falta um painel público que diferencie cadastro, processo aberto, projeto aprovado, núcleo registrado, matrícula individualizada e título efetivamente entregue. Regularizar é oferecer segurança jurídica a quem está de boa-fé, proteger o patrimônio público, prevenir conflitos e conectar a documentação à moradia, ao crédito, à produção e à responsabilidade ambiental.
Por isso, o programa prioriza moradia urbana e rural adequada a cada território; melhorias habitacionais; urbanização de bairros; prevenção de alagamentos e riscos; banco de terras e imóveis públicos; apoio técnico aos municípios para Reurb e projetos; processos mais claros e integrados; e acompanhamento público das entregas nos 52 municípios.