Este programa fortalece o Pilar Dar Força a Quem Trabalha e Produz ao transformar talento, identidade e convivência em oportunidades concretas de formação, trabalho, renda e participação. Cultura gera valor; esporte promove saúde, disciplina e inclusão; e a juventude precisa encontrar caminhos reais entre a escola, a qualificação, o primeiro emprego e a vida comunitária. É assim que vamos Fazer Rondônia entregar mais para quem precisa do Estado, trabalha e produz.
A coordenação cabe à SEJUCEL, órgão central das políticas de juventude, cultura, esporte e lazer, em governança com a FUNCER, a SEDUC, IDEP, SEDEC/SINE, SEAS, SESAU, SESDEC/FEASE, SETUR, SEOSP e municípios. Universidades, IFRO, federações, clubes, artistas, coletivos e organizações sociais também são parceiros indispensáveis. O desafio é integrar responsabilidades e assegurar que cultura, esporte e juventude não se resumam a eventos isolados.
A LOA de 2026 destina cerca de R$ 21,83 milhões ao núcleo diretamente identificado da área: R$ 13,46 milhões para a SEJUCEL, R$ 5,37 milhões para a FUNCER, R$ 2,96 milhões para o Fundo Estadual de Desenvolvimento da Cultura e apenas R$ 48,39 mil para o Fundo de Desenvolvimento dos Desportos. Isso corresponde a aproximadamente 0,12% do orçamento estadual, sem incluir esporte escolar, obras, transferências federais e recursos municipais. O compromisso é dar escala, continuidade, transparência e equilíbrio territorial a essa capacidade de investimento.
Os indicadores justificam essa prioridade. Em 2024, somente 2% das pessoas ocupadas em Rondônia trabalhavam em atividades culturais, enquanto a média brasileira era de 5,8%. O último dado estadual comparável apontava que 22,7% dos jovens de 15 a 29 anos não estudavam nem estavam ocupados. Em 2024, a taxa de homicídios de jovens chegou a 43,2 por 100 mil, e, em Porto Velho, 31,5% dos adultos tinham prática insuficiente de atividade física — proporção de 41,8% entre as mulheres. Esses números mostram que cultura, esporte e juventude são também políticas de prevenção, saúde, autonomia e desenvolvimento.
Por isso, o programa prioriza editais regionalizados e economia criativa; proteção da memória e do patrimônio; esporte escolar, comunitário, inclusivo e de rendimento; apoio a atletas e paratletas; revitalização e uso permanente dos equipamentos públicos; e uma política transversal de juventude, conectada à educação, qualificação, primeiro emprego, saúde mental e prevenção da violência. Os resultados serão acompanhados por município, público atendido e impacto sobre renda, participação e oportunidades.